34. VIOLÊNCIA CONJUGAL: INTERVENÇÃO SISTÊMICA INDIVIDUAL

MARCELA NOVAIS MEDEIROS; GLAÚCIA DINIZ. UNB, BRASÍLIA - DF - BRASIL.

A pesquisa realizada, de natureza qualitativa, configura-se como um estudo de caso sobre o processo psicoterapêutico com mulher em situação de violência conjugal, com vistas a: (1) discutir como encaminhar o tratamento a partir de uma perspectiva da terapia familiar sistêmica; (2) identificar e analisar técnicas que possam favorecer o alcance dos objetivos da terapia. A participante foi uma mulher de 47 anos, atendida individualmente pela pesquisadora ao longo de um ano e seis meses, a partir de encaminhamento de Juízado Criminal. Foram realizadas 35 sessões no contexto de projeto de extensão desenvolvido em Núcleo de Práticas Jurídicas da Universidade de Brasília. Os resultados obtidos mostraram que determinados procedimentos e técnicas do campo da terapia familiar sistêmica, quando usados no contexto de reflexão sobre as desigualdades de gênero, podem contribuir para o alcance dos objetivos da psicoterapia com mulheres em situação de violência conjugal. Nessa perspectiva, esses procedimentos e técnicas podem favorecer a promoção da segurança da mulher; a busca de alternativas à violência; a validação dos sentimentos e escolhas dela; o resgate de sua autoestima, da sua capacidade de julgamento, da sua saúde mental, de sua rede social. Anastácio, M. G. & Silva, C. N.. (2008). As narrativas e o processo de recriação dos sujeitos: a semiótica das metáforas. Salvador: EDUFBA. Angelim, F. P. (2009). A importância da intervenção multidisciplinar face à complexidade da violência doméstica. In Fausto Rodrigues de Lima & Claudiene Santos (Orgs.), Violência doméstica: vulnerabilidades e desafios na intervenção criminal e multidisciplinar (pp. 125-136). Rio de Janeiro: Lumen Juris. Beutler, L. & Hill, C. (1992). Process ad outcome research in the treatment of adult victms of childhood sexual abuse: methodological issues. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 60 (2), 204-212. Bograd, M. & Mederos, F. (1990). Battering and couple therapy: universal screening and selections of treatment modality. Journal of marital and family therapy, 25 (3), 291-312. Boscolo, L. & Bertrando, P. (2008). Terapia sistemica individuale. España: Amorrortu Editores. Boss, P. & Thorne, B. Family sociology and family therapy: a feminist linkage. In Monica McGoldrick, Carol Anderson & Froma Walsh (Orgs.), Women in therapy: a framework for family therapy (pp. 78-96). New York: Norton. Burck, C. & Daniel, G.. (1994). Feminismo e terapia estratégica: contradição ou complementação. In Rosine Perelber & Ann Miller (Orgs.), Os sexos e o poder nas famílias, (pp. 94-115). Rio de Janeiro: Editora Imago. Caplan, P. J. & Hall-McCorquodale, I. (1985). Mother-blaming in major clinical journals. American Journal of Orthopsychiatry, 55 (93), 345-353. Coelho, V. & Diniz, G. R. S. (2003). Mulher, família e identidade: a meia idade e seus dilemas. In T. Féres-Carneiro (Org.), Família e casal: arranjos e demandas contemporâneas (pp. 79-95). São Paulo: Loyola. Diniz, G. R. S. (1999). Condição Feminina: Fator de risco para saúde mental? In M. d