29. REDES SOCIAIS NO CONTEXTO DE USO DE DROGAS ENTRE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE RUA

YONE GONÇALVES DE MOURA. UNIFESP, SÃO PAULO - SP - BRASIL.

Introdução e Objetivo: O presente artigo relata que estudos demonstram que o ser humano tende a adoecer quando percebe que sua rede social foi reduzida ou rompida. Diante disso, este estudo teve por objetivo investigar como os adolescentes compreendem as redes sociais na situação de rua, no contexto de uso de drogas com enfoque na família, escola, instituições de assistência e comunidade. Metodologia: Nesse estudo foram utilizadas duas técnicas qualitativas: observação participante e entrevistas em profundidade, de referencial etnográfico. Dezessete adolescentes foram entrevistados. Resultados e Discussão: Os sistemas observados foram compostos por diferentes segmentos sociais que variaram entre a família, escola, serviços de saúde, instituições específicas para pessoas em situação de rua, polícia, comércio, tráfico e até mesmo os ambulantes, transeuntes, motoristas (especialmente nos faróis) e os próprios “irmãos” da rua. Para esses adolescentes as situações de vulnerabilidade no ambiente familiar, parece contribuir para o uso precoce de drogas. A cola foi apareceu como a droga mais usada pelos adolescentes. Conclusão: Diante disso, é fundamental ressaltar a responsabilidade que as redes sociais têm de auxiliar famílias, crianças e adolescentes para diminuição da desfiliação social e redução das desigualdades sociais no Brasil. Palavras-chave: redes sociais, adolescentes em situação de rua, abuso de drogas, etnografia, pesquisa qualitativa. Referências Bibliográficas: Atkinson, P.; Coffey, A.; Delamont, S.; Lofland, J.; Lofland, L. (2001). Handbook of Ethnography, Sage Publications, London Auerswald, CL.; Eyre, SL. (2002). Youth homelessness in San Francisco: A life cycle approach. Social Science and Medicine, 54:1497-1512. Bardin, L. (2004). Análise de Conteúdo. Portugal, Lisboa: Edições 70, LDA. 223 p., 3ª. Edição. Castel R. (1994). Da indigência à exclusão, a desfiliação.Precariedade do trabalho e vulnerabilidade relacional. In Lancetti A. Saúde e Loucura. São Paulo:Hucitec, p.21-48. Sluzki, C.E. (1997). A rede social na prática sistêmica. Alternativas terapêuticas. Casa do Psicólogo.