Analuíza S. Antunes Cunha e Rosane Esquenazi

Analuíza S. Antunes Cunha e Rosane Esquenazi

DIÁLOGOS INTERATIVOS:
Analuíza S. Antunes Cunha

CRP 08/08263 - Psicoterapeuta de Indivíduos, Casais e Famílias
Coordenadora e Supervisora do Programa de Residência e Estágio na Clínica Porto Seguro.
Coordenadora do Diálogos Científicos na APRTF - Grupo de Estudos de Casal.
Coordenadora do Grupo de Estudos de Psicossomática de Curitiba vinculado à ABMP-RS.

Título da Palestra: “Doença ou Batata Quente?”

RESUMO:

Nas últimas duas décadas o senso comum e as políticas de tratamento em saúde mental vêm mudando. O término dos manicômios, a criação de modalidades de atendimento intermediários e a diminuição do preconceito são evoluções inegáveis.
Apesar disso, a discussão sobre o assunto deve continuar, pois ainda é um sistema de atendimento com muita oportunidade de melhoria, principalmente para pacientes graves, e com isso, são as famílias quem mais sofrem, pois são responsáveis por seus entes, mas não tem preparo nem estrutura para dar conta de situações críticas. Como lidar com agressão, pensamentos delirantes, paranoicos, risco de suicídio, excessos financeiros, comportamentos de risco, recusa a tomar medicamento, etc. Qual o impacto numa família em que um dos membros não pode mais trabalhar ou não consegue se manter no emprego? Quando a pessoa não pode ou não consegue ficar sozinha, quem cuida? Essas e muitas outras perguntas permeiam as dificuldades de quem convive com a doença mental.
O que pode ser feito em relação a isso? Vejo movimentos de atendimento precoce, pais buscando mais informações sobre desenvolvimento infantil, iniciativas de educação emocional, escola de valores humanos, espaços de discussão e desenvolvimento de famílias, entre outros que acredito serem formas de mudança social, cultural, de fortalecimento das famílias, autoconhecimento e desenvolvimento emocional gerando empoderamento para enfrentar as dificuldades da vida.

Rosane Esquenazi
Médica, psiquiatra, membro especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP
Terapeuta de família, ex-presidente da Associação de Terapia de Família do Estado do Rio de Janeiro ATF-RJ - (2010-12).

Título da Palestra: "Eu não sou maluco!”

RESUMO:

Por medo de ofender pacientes e comprometer a relação médico-paciente, muitos médicos deixam de encaminhar corretamente seus pacientes ao especialista, no caso o psiquiatra, pois só a simples menção dessa palavra, leva a uma resposta praticamente pronta: “Eu não sou maluco!” O estigma da doença mental abala a autoestima do paciente e afeta toda a família.
O transtorno psiquiátrico muitas vezes é banalizado, negado, sendo a assistência oferecida só em casos muito graves. A classe médica em geral tem aumentado muito o uso de medicamentos psiquiátricos, causando dependência e iatrogenias importantes.
Os termos “louco, doido, maluco “, de uso comum, assim como termos médicos “esquizofrenia, bipolaridade” já fazem parte da linguagem, contribuindo para gerar graves distorções na sua compreensão, aumentando assim o preconceito ao transtorno mental.
O trabalho afinado com especialista, no caso pediatra, tem se mostrado muito rico e promissor, no que tange o bom encaminhamento ao psiquiatra, diminuindo a resistência ao tratamento, seja ele psiquiátrico –clínico ou terapia de família.