Débora Farinati e Katia Straube

Débora Farinati e Katia Straube

COMO EU FAÇO: "Reprodução Assistida"
Débora Farinati

psicóloga, psicanalista, mestre em psicologia clínica pela PUCRS, membro pleno da Sigmund Freud Associação Psicanalítica, membro da equipe técnica do FERTILITAT, Centro de Medicina Reprodutiva e atual Editora Responsável da SIG Revista de Psicanálise.

Título da Palestra: "Entre pipetas (chupetas), gametas e meios de (da) cultura – A Reprodução Assistida e a Formação das ditas novas famílias"

RESUMO:

Vivemos em tempos onde os espetaculares avanços tecno-científicos nos colocam diante de possibilidades antes apenas reservadas ao mundo secreto de nossas fantasias e da criativa imaginação dos grandes escritores.
Criar um ser humano fazia parte apenas da fantasia onipotente de Fausto ou dos desejos de Um admirável Mundo Novo na obra de Aldous Huxley (1932). A filiação, antes pertencente ao âmbito privado da sexualidade, adquire novos contornos a partir das possibilidades descortinadas pelas Novas Tecnologias Reprodutivas.
O avanço inquestionável da medicina, o qual tem possibilitado para muitos a realização do desejo de parentalidade, requer, entretanto, que nos ocupemos desta temática a fim de que pensemos sobre seus efeitos.
Compreendemos que a constituição dos laços pais-filhos se situa num mais além da procriação-reprodução, derivando de uma complexa rede de transmissões e significações simbólicas. Para Rosolato (1992) ser pai, ser mãe não se reduz a uma simples constante biológica, senão que implica um reconhecimento simbólico que é também um pertencimento social a uma linhagem, uma filiação com os laços afetivos, os desejos e os ideais, os deveres e os direitos.
Dentro desta perspectiva, múltiplas podem ser as formatações de família, a medicina reprodutiva colocou em cena na atualidade a possibilidade de que famílias fossem formadas através da utilização de gametas doados, isso quer dizer, àquelas que serão formadas graças à participação de um terceiro, o qual não fará parte do núcleo familiar, mas que é imprescindível para sua constituição. E é esta temática que abordarei em minha fala.

Katia M. Straube
Psicóloga clínica.
Psicoterapeuta individual, de casais e famílias.
Mestre em Sociologia da Saúde, pela UFPR, com tema em Reprodução Assistida. Especialista em Psicologia Clínica, em Psicologia e Psicoterapia Infantil e em Terapia Familiar.
Psicóloga da Androlab Reprodução Humana e do Instituto de Fertilidade Feliccità, em Curitiba-PR.
Coordenadora do 1o Consenso de Psicologia em Reprodução Assistida – XVI Congresso Bras. de Reprodução Assistida, Guarujá, 2012.
Coordenadora latino-americana do Comitê Delineamentos Iberoamericanos a Profissionais de Saúde Mental - Grupo Psicosociales da ALMER (Associação Latino Americana de Medicina Reprodutiva).
Membro da Associação Paranaense de Terapia Familiar.
Professora de Pós-Graduação nas áreas de Educação e Saúde.
Autora do livro infantil Lab – o planeta que fabricava bebês, 2010.
Autora do livro Educação e Infância: raízes históricas – Ed. Know How, 2011.
Colaboradora no livro Psicologia e Reprodução Humana Assistida: uma abordagem multidisciplinar, capítulo: Repercussões Psicossociais da Reprodução Assistida em casais inférteis. Ed.Santos, 2009.
Co-organizadora dos livros - Temas Contemporâneos de Psicologia em Reprodução Assistida - Ed. Livre Expressão, 2013 e Temas Contemporâneos de Psicologia em Reprodução Assistida - a infertilidade em seu espectro psicoemocional - Ed. Livrus, 2015.

Título da Palestra:"Novas Configurações Familiares e Reprodução Assistida"

RESUMO:

O avanço da tecnologia reprodutiva possibilitou o aparecimento de novas configurações familiares na atualidade, o que afeta conceitos tradicionalmente construídos sobre família e caracteriza uma descontinuidade com as culturas pré-modernas.
Pretende-se conversar sobre a formação dessas novas configurações familiares coexistentes e suas implicações observadas no cotidiano clínico.