Eduardo Lomando e Jaqueline Brendler

Eduardo Lomando e Jaqueline Brendler

DIÁLOGOS INTERATIVOS:"Diversidade Sexual"
Eduardo Lomando

Psicólogo, Especialista em Psicoterapia Sistêmica, Doutor em Psicologia Social, Fundador e Coordenador do NAPSE - Núcleo de Atendimento e Promoção de Saúde em Sexualidade e Gênero, Professor de Psicoterapia Familiar e de Casal no INTCC.

Título da Palestra: "Avaliação Sistêmica na Diversidade Sexual e de Gênero"

RESUMO:

A avaliação sistêmica na diversidade sexual e de gênero é um conjunto de perguntas que pode ajudar o profissional a compreender os pontos nos quais a(s) pessoa(s) em atendimento necessita de auxílio, tais como: usos e significados das categorias identitárias no discurso, o processo de assumir-se, os segredos familiares, os territórios homo/lesbo/bi/transfóbicos, o enfrentamento da homo/lesbo/bi/transfobia, as orientações sexuais, as psicopatologias e suicídio como consequência de situações de vulnerabilidade, as conjugalidades, as parentalidades, as identidades de gênero, as expressões de gênero e o processo de transição de gênero.
Somente a partir das respostas destes conceitos é possível montar um plano terapêutico singular para o tratamento e a promoção de saúde da população LBGTQ, seus familires e rede de apoio.

Jaqueline Brendler
Ginecologista especialista em Sexualidade Humana pela SBRASH.
Certificação em Sexologia pela AMB/FEBRASGO e CREMERS.
Vice-presidente segunda da FLASSES ( Federação Latino Americana das Sociedades de Sexologia e Educação Sexual ).
Comitê financeiro da Associação Mundial para Saúde Sexual ( WAS).
Membro da Academia Internacional de Sexologia Médica ( AISM).
Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana ( SBRASH)
Responsável pelo website: www.terapiadosexo.med.br

Título da Palestra: "Indicações de tratamento sexológico para mulheres homossexuais"

RESUMO:

A pesquisa de 2015 Aspirações do Jovem Brasileiro sobre Conceitos de Família entre pessoas até 34 anos aponta 7,6 % de homossexuais, sendo que esse percentual representa homens e mulheres. O censo de 2010 encontrou nos domicílios brasileiros 60.002 casais do mesmo sexo sendo que 52 % eram casais de mulheres. O modo de aquisição da intimidade entre as mulheres, a dinâmica mais frequente nos vínculos e a incidência de disfunções sexuais nessa população serão discutidos, bem como os problemas que mais demandam consultas. As mulheres que têm sexo com outras mulheres diferem das heterossexuais em relações as práticas sexuais, em relação à resposta sexual ( desejo, excitação, orgasmos), em relação ao número de parceiros sexuais, em relação à satisfação sexual, em relação a ter outros problemas emocionais e em relação ao risco de agressão sexual. O sofrimento em assumir a homossexualidade tem a sua incidência diminuída nos últimos anos, contudo ainda traz mulheres ao consultório. São discutidas as crenças mais comuns nessa população que serão elaboradas na Técnica Cognitiva comportamental, a linha mais usada para tratar problemas sexuais mundialmente. O bom profissional necessita realizar uma abordagem adequada para mulheres homossexuais.