Eliete Teixeira Belfort Mattos e Nira Lopes Acquaviva

Eliete Teixeira Belfort Mattos e Nira Lopes Acquaviva

COMO EU FAÇO: "A vida do Idoso"
Eliete Teixeira Belfort Mattos
Terapeuta de família e casal, sócia fundadora e formadora do Instituto Sistemas Humanos (SP), co-coordenadora da Clínica de Casal do Instituto Sistemas Humanos, membro e ex-coordenadora do CDC-ABRATEF; sócia e ex-presidente da APTF, autora e co-autora de artigos e capítulos de livros sobre temas relacionados à família.

Título da Palestra: “O Idoso – vivo e ativo autor de sua história”

RESUMO:

A terapia de família com idosos que eu construo hoje com aqueles que me elegem para conversar sobre seus problemas se transformam em conversas terapêutica criativas.
O percurso que venho fazendo há 30 anos como terapeuta de família, me proporcionou, conhecer, escolher e convidar autores, com os quais fui tecendo meu fazer terapêutico. Um desses autores e que trago aqui com destaque é Michael White.
Quando me proponho a conversar sobre idosos vejo como indispensável olhar para o contexto em que vivem, levando em conta a cultura, a sociedade e o modo como o idoso é visto e chamado a se relacionar com o mundo atual e como corresponde a esses chamados.
Considero que na terapia familiar a contextualização ajuda a olhar mais de perto para as relações entre os familiares trazendo descobertas importantes para novos caminhos. O que geralmente se observa é que o idoso já chega como alguém que só tem um caminho: o da morte.
A terapia familiar é antes de tudo um lugar de escuta e comunicação entre as pessoas. Quando há idosos na família meu objetivo inicial é colaborar para que participem como ser vivo e ativo. Para tanto os convido a reconhecerem quais seus domínios, sua ideias ( estratégias) e propósitos exercitando a escuta, a comunicação e reconhecimento de suas vozes e das demais que se apresentam.
Como terapeuta me proponho a perguntar, facilitando assim, a formulação das histórias de vida das pessoas e do idoso como presente e não passado. Concordo com White quando destaca a importância em se trazer pessoas relevantes numa terapia . Eu chamo de “conversas terapêuticas criativas com o público” Aqui público se refere a pessoas convidadas pelo idoso.
O idoso ao contar sua história recupera sua condição de dono da história –Autor.

Referência bibliográfica:
White, Michael.(2012).Mapas da Prática Narrativa. Tradução Adrianao Migliavaca. Porto Algre:Pacartes.

Nira Lopes Acquaviva
psicóloga clínica, é membro fundador, docente e supervisora do DOMUS - Centro de Terapia de Casal e Família, em Porto Alegre, e trabalha com Psicoterapia Individual, de Casal e de Família há mais de 40 anos.

Título da Palestra: "Relacionamentos Amorosos do Novo Idoso"

RESUMO:
A procura por ajuda psicoterápica por parte de idosos é um fato muito recente; mais recente ainda é o pedido de ajuda para a relação conjugal. Aumenta a proporção de idosos em relação à população em geral, e, além disso, a população que amadureceu vendo como natural o acesso a este serviço chega agora à velhice.
O atendimento psicoterápico a esta população tem caráter de prevenção de doenças em geral e também de prevenção em termos de bem estar para toda a família, que é frequentemente chamada a intervir frente aos conflitos do idoso.
Este se defronta hoje com um mundo completamente diferente daquele no qual cresceu e se constituiu como pessoa, tendo que enfrentar essas mudanças, além daquelas inerentes à sucessão de etapas de seu ciclo vital.
O psicoterapeuta em posição de atender esta demanda também encara desafios, na medida em que os referenciais teóricos existentes são limitados e frequentemente defasados em relação ao mundo real atual.
Este é um trabalho que exige, como todo trabalho em psicoterapia, flexibilidade, presença afetuosa, criatividade. Mais do que outras populações, o atendimento ao idoso demanda envolvimento ativo, às vezes com a família inteira, e grande tolerância à frustração, onde conquistas muito pequenas devem ser valorizadas.
A apresentação trará o relato de alguns casos, em diferentes contextos, modalidade de intervenção e sua evolução.