Fernanda Machado e Liara Lopes Krüger

Fernanda Machado e Liara Lopes Krüger

COMO EU FAÇO: "Mediação"
Fernanda Machado

CRP 09/3166 – Psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás e mestrado em Psicologia da Saúde pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás.
É especialista em Neuropsicologia (PUC-GO) e em Atendimento Sistêmico a Famílias e Casais (CAEP/PUC-GO).
Ocupa, desde julho de 2012, o cargo de presidente da Associação de Terapia Familiar de Goiás (ATFAGO), tendo sido eleita para o biênio 2012-2014 e reeleita no biênio 2014-2016.

Título da Palestra: “Oficina de Pais: Um estímulo para mediação”

RESUMO:

Desde o ano de 2013, a ATFAGO, Associação de Terapia Familiar de Goiás, participa como entidade parceira do Tribunal de Justiça de Goiás no Projeto Oficina de Pais. As oficinas são ministradas por profissionais terapeutas de família associados da ATFAGO e destinadas aos pais que enfrentam conflitos jurídicos como ação de divórcio, ação de dissolução de união estável, ação de guarda e ação de regulamentação de visitas.
Os pais recebem cartilhas e também instruções, por meio de vídeos, palestras e exercícios, sobre como agir para que todos os integrantes da família se adaptem melhor a essa nova fase de reorganização familiar. O material das Oficinas é fornecido pelo Conselho Nacional de Justiça.
O presente trabalho visa demonstrar como a atuação do Terapeuta Familiar nesse contexto psicojurídico e psicoeducativo pode auxiliar a família e todos seus membros a adaptarem suas condutas após a profunda mudança na relação que o divórcio acarreta. Mesmo sendo ministradas para grupos grandes, as Oficinas tem demonstrado grande poder de mediar conflitos.
O processo de mediação consiste em um método consensual de solução de conflitos, que visa a facilitação do diálogo entre as partes, a fim de que melhor administrem seus problemas e consigam, por si sós, alcançar uma solução. Sabe-se que a mediação tradicional busca construir alternativas criativas para a solução do litígio, em que o mediador visa proporcionar equilíbrio entre as partes envolvidas no conflito e possibilitar a comunicação interativa, objetivando solucionar a disputa da maneira mais adequada.
Da mesma forma, as oficinas, apesar de expositivas, não apresentam soluções prontas para os conflitos, mas, como na mediação, instigam os envolvidos a encontrarem possibilidades e favorecem o surgimento da visão de que é possível se chegar a um entendimento de forma positiva e saudável.
Os resultados da parceria demonstram que o terapeuta de família contribui de forma significativa por meio de sua experiência e, valendo-se do olhar sistêmico, auxilia as famílias nesse momento delicado.
Os relatos dos terapeutas coordenadores e dos juízes das Varas de Família revelam que a partir das oficinas existe um maior número de pais buscando a solução através de uma construção conjunta, participativa e co-responsável, visando a manutenção e minimização de consequências negativas aos vínculos parentais.
Portanto, a Oficina de Pais, em alguns casos, atende os objetivos da mediação ou quando isso não é possível, ao menos, despertam o sentimento nas famílias participantes sobre importância desse processo, de modo que, muitas vezes, posteriormente, acabam buscando o processo de mediação para que possam construir relações familiares mais saudáveis durante o difícil processo de divórcio.

Liara Lopes Krüger
Doutora em psicologia e mestre em psicologia social pela PUCRS, Bacharel em Serviço Social.
Terapeuta de Família.
Mediadora, Supervisora e Instrutora do TJRS. Membro do Conselho Gestor e da Equipe de Coordenação Técnica do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do TJRS – NUPEMEC. Responsável pela elaboração de convênios do TJRS que versem sobre a política institucional das praticas autocompositivas.
Diretora do Filme - “A Locatária: uma mediação exemplificada” e membro da equipe técnica responsável pela produção do filme “Um Bem Maior: uma mediação de família exemplificada”.
Recebeu o Prêmio de Qualidade em Instrução do CNJ em 2014 e integra o Polo Formador de Instrutores do CNJ no Rio Grande do Sul.

Título da Palestra: “Mediação Familiar: relato da experiência de sistematização de um protocolo para a prática sistêmica”

RESUMO:

O Conselho Nacional de Justiça através da Resolução 125/10, estabeleceu a política nacional de disseminação das práticas autocompositivas, com ênfase na mediação. Em dezembro do ano passado, a Lei da Mediação entrou em vigor, regulamentando a prática entre particulares e no âmbito da administração pública.
Em março desse ano, o Novo Código de Processo Civil entra em vigor recomendando que prioritariamente sejam utilizadas formas consensuais de solução das disputas. Todas estas regulamentações são, sem dúvida, formas de legitimar práticas, o que é bom.
Porém, que práticas são essas? O CNJ estruturou um modelo para a prática da mediação cível.
E a mediação familiar? O caminho trilhado na busca de um protocolo para a prática da mediação familiar com base sistêmica que pudesse ser ensinado para profissionais de diferentes áreas do conhecimento e assim acolhido como um protocolo viável para implantação de uma política publica é o relato que iremos fazer: o modelo proposto e os resultados obtidos.