Karina B. N. Azen e Ruth Lass

Karina Breitenbach Nassif Azen e Ruth Lass

DIÁLOGOS INTERATIVOS: "Alienação Parental"
Karina Breitenbach Nassif Azen

Mestre em Direito pela Unisinos e graduada em Bacharel em Direito pela Ulbra.
Advogada atuante no Direito das Famílias e Sucessões, com ênfase em estudos sobre a dinâmica das relações familiares através do curso do Instituto da Família - INFAPA.
Participou do curso “Famílias em Situação de Litígio” realizado pelo Instituto NOOS (RJ).
Sócia e Professora na Escola ENA ENSINO, que visa promover cursos de capacitação e qualificação profissional na área do Direito das Famílias.
Faz parte da Comissão de Infância e Juventude do IBDFAM - Instituto Brasileiro de Direito de Família (POA/RS).

Título da Palestra: Pais Separados - Alienação Parental e a Guarda Compartilhada”

RESUMO:
A Alienação Parental ocorre, com mais frequência, no momento do rompimento do casal conjugal. Esta é uma fase que o casal precisa realizar o luto do final do relacionamento e, ainda, se reinventar como novo casal parental, o que não é nada fácil!
O sofrimento está presente nos pais e nos filhos já que a família está passando por transformações. São tantas dúvidas, angústias, inseguranças... Neste momento atos leves de alienação parental podem ser bem comuns, como: Um genitor dificultar passar as chamadas telefônicas do outro genitor aos filhos; Um genitor organizar várias atividades com os filhos durante o período que o outro genitor deve, normalmente, exercer o direito de convivência, etc.
Diante de situações como essas é crucial a atuação interdisciplinar dos terapeutas de família, dos psicólogos, dos advogados e afins, com objetivo de auxiliarem a família a se reorganizar, através da definição da guarda, do direito de convivência e da pensão alimentícia, e, com isso, evitar a continuidade de atos alienadores, os quais interferem na formação psicológica da criança ou do adolescente.
Por isso, esta palestra tem como objetivo, a partir da exposição sobre a alienação parental, promover a reflexão e o debate sobre os direitos e os deveres envolvidos na relação parental após o término da relação conjugal dos pais. Isto é, há alguma alteração no poder familiar? O que significa para os pais, ou um deles, ter a guarda de um filho? Enfim, questões como estas são decisivas para a boa e saudável formação da nova configuração familiar.

Ruth Lass
Psicóloga, e mestre em psicologia forense.
Especialista em psicologia clínica pela UFPR, formação em terapia familiar sistêmica e de casal, especialização em terapia narrativa com Michael White na Austrália, formação em Brainspotting com David Grand.
Docente do curso de psicologia da UFPR de 1980 até 1994, docente em cursos de pós graduação em terapia familiar sistêmica.
Ocupou o cargo de vice presidente da Associação Brasileira de Terapia Familiar de 2010-2012 e presidente da Associação Paranaense de Terapia Familiar de 2012 a 2014.
Áreas de atuação: terapeuta de indivíduos, casais e famílias em consultório privado.
Perita e assistente técnica forense em casos de disputa de guarda; orientação a pais em processos de separação e vítimas de alienação parental.
Palestrante sobre o tema das separações, disputa de guarda e alienação parental.

Título da Palestra: “Eu não quero escolher”: Trabalhando com crianças alienadas e famílias nos conflitos de lealdade.

RESUMO:
O objetivo do presente trabalho é mostrar formas alternativas para lidar com famílias dilaceradas pela alienação parental e as crianças em conflito de lealdade. A grande maioria das crianças experiencia estresse relacionado à adaptação face à separação dos pais, porém as consequências de longo prazo tem maior probabilidade de afetar crianças cujos pais são altamente litigiosos e que as envolvem em seu litígio. Hoje o fenômeno da alienação parental é conhecido e identificado dentro do contexto psico-jurídico. Pesquisas, estudos e a escuta clínica levaram a instrumentos capazes de nomear e mapear essa questão e seus desdobramentos. Porém o dilema continua a respeito do que fazer com as famílias afetadas pela alienação parental. Quando a alienação parental se instala a criança encontra-se aprisionada em uma armadilha emocional, forçada a escolher um dos lados. O objetivo do programa é proporcionar maneiras alternativas de lidar com conflitos de lealdade de modo a proteger e fortalecer áreas psicológicas vulneráveis. A abordagem foca no desenvolvimento de habilidades de pensamento crítico, opções de resolução de problemas, e meios de encontrar ajuda e suporte, elementos consistentes com fatores utilizados em programas destinados a desenvolver a resiliência na criança frente ao estresse. A proposta do trabalho preventivo está no protagonismo e na ampliação da rede de apoio. Paralelamente procura-se ajudar o genitor alvo a abandonar sua auto percepção como vítima apoiando seus esforços de pró-atividade e assertividade e auxiliar o genitor que aliena a entender a programação de alienação como uma forma de abuso e a entender as motivações subjetivas para seu comportamento de alienação.