Mara Lins e Maria Ap. Junqueira Zampieri

Mara Lins e Maria Aparecida Junqueira Zampieri

COMO EU FAÇO: “Relações Conjugais Atuais”
Mara Lins

Psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1991).
Mestre em Psicologia Social pela PUCRS (CAPES 5).
Doutoranda em Psicologia Clínica pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos.
Especialista em Psicologia Clínica pelo CFP.
Diretora do CEFI-Centro de Estudos da Família e do Indivíduo e Docente, Supervisora e Coordenadora dos Núcleos de Pesquisa e de tratamento da Dependência Química.

Título da Palestra: Terapia de aceitação e compromisso com casais a partir do modelo matrix

RESUMO:
A Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) faz parte das Terapias Comportamentais Contextuais de Terceira Geração, as quais incluem diferentes enfoques terapêuticos baseados em pesquisas de evidências. Alguns dos temas principais destas terapias são a aceitação das coisas que estão além do nosso controle, o trabalho com habilidades de atenção plena (Mindfulness) e a geração de contextos facilitadores de comportamentos guiados pelas coisas importantes (valores). A esquiva experiencial refere-se às tentativas de controlar, alterar, ou escapar dos eventos privados (experiências, pensamentos, sentimentos ou sensações que causam sofrimento). Estas tentativas podem causar dano psicológico. A ACT é uma terapia mais ativa cujo objetivo fundamental é a flexibilidade psicológica: habilidade de ser/estar no presente momento com completa consciência e abertura à experiência, e de agir guiado pelos valores. (Hayes et al., 2003).
No que se refere ao casal, o domínio das relações íntimas é frequentemente associado a experiências que podem ser avaliadas como negativas que precisam ser controladas. A maioria das pessoas tende a evitar estes sentimentos e pensamentos negativos (Dahl et al., 2013). A alternativa para a evitação experiencial é a aceitação de experimentar esses eventos são acolhidos. Propõe aceitar a realidade como ela é, e não como gostaria que fosse.
Uma ferramenta que muito auxilia na discriminação de pensamentos, sentimentos, valores e ação comprometida é o Diagrama Matrix. Para Polk & Schoendorff (2014) a Matrix é, antes de tudo, uma maneira de estabelecer um ponto de vista contextual funcional. Ela amplia o contexto de interesse para incluir a experiência interior, tanto aversiva (sofrimento) quanto apetitiva (valores) e coloca no foco a capacidade de funcionalidade, pois ajuda a classificar o comportamento em termos de eficácia em direção ao que é importante. A Matrix chama a atenção para os aspectos clinicamente relevantes do contexto: os que desempenham um papel na manutenção de comportamentos problemáticos e aqueles que podem contribuir para um comportamento orientado por valores. Em terapia é ideal para ajudar nos processos interpessoais, ajudando o casal a se mover em direção à vida e ao relacionamento que se quer ter.

Maria Aparecida Junqueira Zampieri
Psicóloga Clínica, Mestre e Doutora em Ciências da Saúde (FAMERP), T. de Casal e Família (ABRATEF);
Supervisora em Psicodrama (FEBRAP) e em EMDR (EMDRIA), autora de livros “Codependência: o transtorno e a intervenção em rede”, Ed.Ágora; “Se amo demais... Não amo!”;
“Com amor e com bravura”;
“A família que habito”, Ed.Raízes), capítulos (EMDR em transtornos dissociativos;
jogos para terapia individual e de família), jogos (A FAM que habito) e artigos.

Título da Palestra: "Novas relações, velhos entraves: métodos sistêmicos agregados ao EMDR na terapia de casal

RESUMO:
Objetivos: "
Apresentar o emprego da metodologia do EMDR associada à terapia de casal. Expor exemplos do manejo e aplicação de um protocolo especial para terapia de casal, com estimulação cerebral conjugada, criado pela presente autora, pautado pelas visões sistêmica de terapia de casal e EMDR.
Justificativa: A nova versão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais mostra expressivos reflexos das novas tecnologias e junção de esforços entre diferentes abordagens nas áreas da saúde e comportamento. Métodos admitidos como antagônicos mostraram-se enriquecidos na complementariedade. Na terapia conjugal, notam-se reações disparadas por uma atitude, tom de voz ou um simples gesto de um cônjuge sobre o outro, talvez associadas à história pregressa individual. As pressões mútuas nos sistemas podem ser compreendidas por uma ótica neuropsicológica como sinapses inter e intrapessoais que repercutem na funcionalidade familiar.
Estudos recentes têm demonstrado que a intervenção familiar e de casal podem ser pode ser otimizadas, aliando métodos propostos pelas escolas de terapia familiar ao uso do EMDR, método recomendado pela Organização Mundial de Saúde para tratamento de transtorno de estresse pós traumático e outros transtornos relacionados a trauma e estresse.
Ao completar sua formação em EMDR em 2006, por contingências na prática clínica, a presente autora experimentou aplicar esta nova metodologia no contexto da terapia de casal e de grupos. Em 2007, a criadora do método EMDR, psicóloga norte-americana Francine Shapiro, lançou o Handbook of EMDR and Family Therapy Processes, organizado em parceria com Florence kaslow e Louise Maxfield.
Em conjunto com sua filha Marina Junqueira Zampieri, recém formada em psicologia, a presente autora traduziu a obra por seu interesse imediato em embasar sua prática clínica, já em bom andamento. Para sua surpresa, não havia na referida obra, escrita por muitos autores, uma prática como a sua, razão pela qual, a inscreveu e apresentou no primeiro congresso de EMDR no Brasil, em 2007.
Desde então, veio formatando e melhorando esse trabalho, do qual resultou um protocolo específico para intervenção para terapia de casal com estimulação cerebral conjugada, bem como alguns jogos. Há indicações e contraindicações; alcances e limites estão sendo estudados.