Maria de Fátima Padin

Maria de Fátima Padin

CURSO:" O impacto da dependência química nas famílias"
Psicóloga, Doutora em Ciências pelo Departamento de Psiquiatria da UNIFESP, Especialista em Dependência Química-UNIFESP,Coordenadora do Núcleo de Pesquisa na área de família UNIAD/UNIFESP, Conselheira( Trustee)Addiction and the Family International Network -Birmingham/Inglaterra, Coordenadora do Módulo de DQ do Curso de Especialização em Saúde Mental da Infância e Adolescência do DEpto de Psiquiatria Infantil e Adolescência UNIFESP, Diretora Clínica e supervisora da Clínica " Alamedas, Tratamento e Reabilitação da Dependência Química".

RESUMO:
O Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD-UNIAD/UNIFESP) apresentou o dado alarmante que 28 milhões de pessoas no Brasil tem algum parente dependente químico. A Dependência Química causa forte impacto negativo no Núcleo Familiar, particularmente aos parentes mais próximos, tais como cônjuges, pais e filhos.
Vários processos, tais como rituais, funções, rotinas, estruturas de comunicação, vida social e finanças da família são geralmente afetados. Da mesma maneira, problemas que incluem violência doméstica, abuso infantil, condução de veículos em estado de embriaguez ou intoxicação e ausências prolongadas são comportamentos tipicamente descritos pelos familiares como extremamente estrelantes.
Essas situações acabam gerando reações que muitas vezes se manifestam na forma de sintomas físicos e psicológicos nos familiares mais próximos.
Portanto, a família do dependente químico necessita de suporte e orientação para minimizar esse impacto e auxiliar no tratamento do seu ente querido. Dados da Pesquisa Nacional com familiares de dependentes químicos (LENAD Família) nas 23 capitais brasileiras em 2013 coletaram dados que mostram um panorama de total falta de políticas públicas de saúde para familiares de dependentes químicos, dificultando o engajamento do dependente ao tratamento e afetando negativamente todos os membros da família.