Rosana Galina e Ana Cristina Fróes Garcia

Rosana Galina e Ana Cristina Fróes Garcia

COMO EU FAÇO
Rosana Galina

Terapeuta familiar e de casal, mestre em psicologia, psicodramatista, professor e supervisor dos curso do CEOAFE e Vínculo Vida, supervisor e professor credenciado pela FEBRAP.
Coordenadora do Conselho Deliberativo e Científico - CDC da Associação Brasileira de Terapia Familiar - ABRATEF.
Membro da Associação Paulista de Terapia Familiar - APTF e membro de diferentes gestões da diretoria da mesma.
Autora de dois livros e co-autora de oito livros ligados a área.

Titulo da Palestra: "Violência e Gênero: duas variáveis tão desconhecidas"

RESUMO:

Partindo da coerência e do "padrão que une" o apresentador e o público na definição das duas palavras que dão título ao tema, construir um caminho de compreensão, passando pela reflexão e contextualização, buscando entender: Há algoz? Há vítima? Como se processa a violência no hoje? Quais os canais da violência e de violência?

Ana Cristina Fróes Garcia
Psicóloga, Terapeuta de Casal e Família;
Vice- Presidente da Associação de Terapia de Família do Rio de Janeiro - ATF-RJ (2014-2016);
Mestre em Política Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF);
Coordenadora e Docente do curso de Psicologia da Universidade Estácio de Sá – Niterói/RJ;
Professora e Supervisora Clínica do Curso de Especialização em Terapia Familiar no Centro de Atendimento e Aperfeiçoamento em Psicologia (CAAPSY) – Niterói/RJ;
Membro da International Stress Management Association (ISMA - BR);
Diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress (CPSC)– unidade Niterói/RJ.

Título da Palestra:"Silêncio na Família: as violências em questão"

RESUMO:

As violências, apesar da complexidade que envolve o tema, recebem destaque no âmbito social e público; mas é do âmbito familiar que elas emergem e lá se escondem e se apresentam em suas várias faces. Uma das faces é a violência de gênero, tão debatida na contemporaneidade.
Como se apresenta e se revela no cotidiano nas relações conjugais e familiares? Porque é do caldo familiar que nascem gênios, loucos, políticos, e outros.
Portanto ao se analisar o comportamento da pessoa, temos que ir à sua raiz familiar, o meio social que vive e sua cultura. Observamos uma diferença ainda importante de gênero na nossa sociedade, porque ainda não evoluímos ao ponto de haver respeito pelas diferenças.
Nós psicólogos nos deparamos frequentemente com essas questões e temos de estar atentos e preparados para lidar com as diferenças. O silêncio causa falha na comunicação familiar criando ilhas nos relacionamentos dificultando os mesmos, levando as pessoas a se isolarem uma das outras e as mesmas tornam-se estranhos dentro do mesmo ambiente, e é daí que surgem os conflitos familiares, a perpetuação das violências intrafamiliares e sociais implícitas e explícitas.
Como reconhecer as diversas e, muitas vezes sutis, formas de violências nas relações conjugais e familiares? Como eu faço no atendimento individual, do casal, da família?
No apoio psicossocial, são diversas estratégias utilizadas para lidar com agentes estressores internos e externos presentes na dinâmica comunicacional e de poder no convívio familiar e social, que levam ao perigo do stress elevado e contínuo (distress).
Uma recente Pesquisa sobre Stress no Brasil (2013), realizada on-line pelo Instituto de Psicologia e Controle do Stress Marilda Novaes Lipp (IPCS) com 2.195 brasileiros entre 18 e 75 anos de idade, averiguou que para 52,2% da população brasileira com diagnóstico de stress elevado, as relações familiares são consideradas o agente estressor número 1 (um), seguido de dificuldades financeiras e sobrecarga de trabalho.
Por outro lado, segundo a pesquisa, a estratégia mais utilizada para lidar com o stress elevado é conversar com familiares e amigos, ou seja, é no rompimento do silêncio dentro e fora das famílias que encontramos a possível diminuição/prevenção da violência sistêmica em seus fatores individuais, relacionais, sociais e culturais.