Solange Diuana e Sylvia Nabinger

Solange Diuana e Sylvia Nabinger

COMO EU FAÇO: "Monoparentalidade e adoção tardia"
Solange Diuana
Psicóloga, Terapeuta de Família, Perita Judicial, Coordenadora do Grupo de Apoio Café com Adoção, RJ e Co-autora dos livros: DIUANA, S E MACEDO, A: Histórias de Adoção: As Mães. Navona Editora Ltda, R.J: 2010. LADVOCAT, C E DIUANA, S: Guia de Adoção No Jurídico, No Social, No Psicológico e Na Família. Ed. Roca, São Paulo: 2014.

RESUMO:
A adoção é um tema vasto e empolgante. Podemos vê-la sob muitos pontos de vista: o legal, o social, o psicológico, o histórico. Mas, ainda assim, podemos dividir cada um desses em vários outros aspectos. Nosso trabalho vai enfocar dois deles, a adoção tardia e a adoção monoparental e contar a história de sucesso que reuniu ambos. A adoção tardia tem suas peculiaridades e dificuldades, visto que o filho chegando com mais idade terá mais lembranças do passado, sejam elas boas ou ruins, e sofrerá com o rompimento de vínculos já estabelecidos. Reveste-se de complexidade ou desafio maior, pois o relacionamento se inicia com alguém que tem outra origem, outros costumes e é um indivíduo distinto de nós.
Construir um vínculo de filiação exige esforço, dedicação, trabalho e, sobretudo, tempo. Tempo para preparação do adotante e do adotando, para o estágio de convivência, para a adaptação mútua, para superar situações de crise que a chegada de novo membro na família provoca, para compreender e aceitar a vida anterior deste filho e seus reflexos; tempo para construir a confiança necessária à construção do vínculo genuinamente paterno-filial. Já a monoparentalidade é um dentre tantos novos conceitos de família da atualidade.
As leis que regem o Instituto da Adoção acompanham as mudanças socioculturais e as novas configurações familiares. Adotar um filho sem um companheiro é legalmente possível, porque a parentalidade já é vista independentemente da conjugalidade. Essa será uma oportunidade de se perguntar: o que constitui a família? E também discutir a importante participação do terapeuta de família na realização do sonho de exercer a paternidade e a maternidade através da adoção.

Sylvia Nabinger
Doutora em Direito de Família pela Universidade de Lyon na França;
Consultora Internacional para Infância.
Assistente Social aposentada do Juizado da Infância de Porto Alegre.
Atualmente atua como Professora da Escola do Ministério Público/RS e do Contemporâneo Instituto de Psicanálise e Transdisciplinaridade. Terapeuta Familiar.
Presidente da OSCIP Acolher-RS.

Título da palestra: "A origem como herança : o Judiciário como memória do adotado"
,/br> RESUMO:
O tema do segredo das origens fascina o público em geral. De onde somos, de onde viemos, quem são os nossos autores? No contexto adotivo, para muitos, esta questão é, por vezes, de sofrimento, pensamentos persecutórios e mal estar ligado à verdade biológica. O que abordaremos neste evento é exatamente como o Judiciário se comporta no que diz respeito ao direito de saber do adulto adotado.