Vera Risi e Maria Luiza Dias Garcia

Vera Risi e Maria Luiza Dias Garcia

COMO EU FAÇO:"Família e Tecnologia"
Vera Risi

Psicóloga Clínica, Psicomotricista, Orientadora Profissional, Terapeuta de Casal e Família, Docente do Instituto Formador CAAPSY, Presidente da ATF-RJ - 2014-2016 e Membro do CDC.

Título da Palestra: "Terapia e Tecnologia"

RESUMO:

O tempo está passando cada vez mais rápido ainda mais quando percebemos que já estamos na segunda década do terceiro milênio. Ao parar para pensar, podemos notar o quanto é mais rápido do que o passar do tempo, o desenvolvimento e o avanço da tecnologia moderna.
Comecei a pensar em como estes avanços poderiam contribuir de alguma forma, nos meus atendimentos clínicos a partir da minha prática e na troca com outros profissionais.
Ao escrever artigos em sites voltados para questões familiares, recebi e-mails de visitantes do site solicitando orientação para algumas questões: de casal, de filhos e de relações familiares. A partir daí comecei a perceber que a tecnologia já estava inserida na minha prática, e entendi o quão útil e prático era para as pessoas receberem orientações via internet.
Às vezes, um breve e simples esclarecimento ajudava alguém em dúvida sobre alguma questão. Daí para o atendimento via Skype foi um pulo e para mim um grande desafio.
Num primeiro momento esse modelo aproxima distâncias, atendendo pessoas que moram fora do país e as favorecendo a trazer suas emoções na mesma língua de sua origem e dentro de padrões culturais semelhantes.
Com os resultados favoráveis atingidos fiquei motivada a fazer atendimentos para pessoas que moram na mesma cidade e até mesmo em outros estados.
A praticidade foi um ponto alto que facilitou para o paciente, que se tiver um cotidiano bastante agitado, consegue colocar na sua agenda o horário da terapia.
Hoje percebo a tecnologia a meu serviço, promovendo minha comunicação com pessoas de diversas partes do mundo, quer para tratar de assuntos profissionais ou pessoais.
Enfim, ainda há muita coisa que posso e irei aprender desse mundo tecnológico, que é infinito e altamente criativo.

Maria Luiza Dias Garcia
Psicóloga (CRP: 06/15756), Cientista Social e Mestre pela PUC-SP.
Doutora em Antropologia pela USP.
Coordenadora e Docente do curso de Especialização em Psicanálise de Casal e Família, da Clínica LAÇOS.
Membro Fundador da Associação Brasileira de Terapia Familiar – ABRATEF e Membro Titular da Associação Paulista de Terapia Familiar – APTF, tendo sido Presidente da APTF na Gestão 2010-2012.
Membro da Associação Internacional de Psicanálise de Casal e Família – AIPCF, da União Brasileira dos Escritores – UBE e da Associação Brasileira dos Orientadores Profissionais – ABOP.
Docente e supervisora de estágio no curso de Psicologia do Centro Universitário São Camilo.
Atuação em consultório particular.
Autora de diversos artigos e livros publicados.

Título da Palestra: “Parentalidade e adolescência na era tecnológica: desafios para pais e terapeutas”

RESUMO:

Essa apresentação tem por objetivo promover uma reflexão sobre o uso contemporâneo da internet e de mídias sociais na adolescência e suas consequências para o jovem, sua família e enquadre terapêutico.
Muitas transformações ocorreram na vida doméstica com os avanços tecnológicos e a tendência à globalização. Vivemos um tempo instantâneo, no qual um e-mail em segundos é recebido do outro lado do mundo e em que as informações atravessam o globo, modificando totalmente nossa antiga relação de tempo e espaço. Na geração tecnológica, fala-se em Geração X e Y; geração @; geração Millenium.
Este universo propõe uma inversão de papéis: os adultos são vistos como em tempo de aprender o básico e não as crianças.
Será proposta uma reflexão sobre como as novas tecnologias a serviço da vida familiar interferem nos elos entre gerações.
Torna-se importante pensar a natureza do exercício da parentalidade neste contexto. Serão focalizados temas relacionados ao exercício da parentalidade frente a adolescentes apetrechados com aparelhos (iPad, iPhone, entre outros), que permitem acesso quase irrestrito às mídias sociais e sites variados.
A inclusão de crianças e jovens no Facebook, que mentem suas idades para abrirem uma página pessoal é exemplo do como se torna difícil manter uma contenção de acordo com a faixa etária do(a) filho(a) e dos valores compartilhados na díade parental.
Nos relacionamentos mediados pela máquina, pode-se ainda pensar em uma “mãe tecnológica”; na tecnologia como amparo e desamparo; na ansiedade por excesso de informação; no novo no velho ou no velho no novo; no uso excessivo da internet podendo ser concebido como um novo tipo de adição. Serão discutidos aspectos relativos ao exercício da autoridade parental e do manejo do tempo e do espaço na família High Technology.
Tais temas emergem na terapia familiar instalando questionamentos relativos às fronteiras entre pais e filhos e o papel do terapeuta diante destas novas modalidades de interação mediadas pela máquina.